Quantos de nós corretores, ao passar um mês sem vender, se fez ou faz esta pergunta? se fossemos buscar uma estatística, dá para crer que quase todo corretor já se fez esta pergunta, seja de forma externa ou aTté mesmo quando deita sua cabeça no travesseiro e olha para o teto.
Eu costumo levar em consideração tudo que está a volta, clientes captados, forma de abordagem, conhecimento do produto apresentado, assiduidade nos plantões, ligações, e-mails, anúncios, tudo se deve considerar, mas será que é apenas do ambiente externo que depende uma venda? Claro que se está mais dois ou três meses sem vender, a tensão é outra, a forma de se ver um cliente ou produto também pode ser influenciada, o que vai desabar no atentamento, podendo comprometer ou não. Costumo dizer que vendedor sem vender a muito tempo, é igual atacante sem marcar gol por longo período, quando a bola chega ele não está com a calma necessária que se deve ter dentro da área.
Olhando para a não venda e após analisarmos todos estes pontos que citei acima, precisamos analisar o mais importante, o interior, pois se eu não vendi e fiz tudo certo, qual é o problema, é bem verdade que podemos ter negligenciado alguns pontos profissionais e assim ter deixado alguns clientes escorrerem dentre os dedos, mas quando o caso não é este, é hora de olhar para dentro de nós e nesta hora só pensamento positivo, equilíbrio, meditação ou qualquer outra coisa, pode parecer pouco, mas a verdade é que creio que a venda acontece de dentro pra fora, com um espirito aguerrido, uma boa cabeça e um corpo que toma as atitudes pensadas, tornando as coisas mais fáceis.
E aí surge a pergunta: e se mesmo assim eu não vender? Se mesmo assim não vendermos, a falta nos será mais leve, pois sabemos que estamos em um caminho reto, não tomamos atalhos, não paramos, não voltamos atras e quem segue firme no caminho só tem um lugar a chegar, a linha de chegada, quanto mais passos damos a frente, mais encurtamos a distancia e o tempo da chegada, quanto mais prosseguirmos, prosseguirmos de forma correta e eficaz em direção a venda, mesmo que ela não aconteça este mês, a certeza que se fica é que ela acontecera e no nosso caso, em que trabalhamos com comissões que vão desde aquelas que apenas pagam nossas contas de agora, como aquelas que podem resolver nosso ano, o sabor e a vontade dessa linha de chegada se torna mais instigante, já que não apenas seremos primeiro lugar, mas sim receberemos uma medalha de campeão do mês, quem sabe dos meses ou até do não, todo corredor ou time após ganhar uma corrida ou campeonato, já começa a treinar para o próximo, pois ele sabe que é campeão hoje, amanhã não mais, imagina nós corretores caminhando desta mesma forma, sabendo que hoje fomos rebaixados, ams amanhã podemos estar de volta na primeira divisão e melhor, podemos já subir campeoes, campeos por hoje, por ontem e por amanhã, o que jamais nos fará parar é a falta de venda ou o excesso dela, pois não é porque não vendemos este mês que vamos desistir ou porque recebemos uma boa comissão, que ela durará para sempre, o que nos move não será os clientes perdidos, os compradores, desistentes ou todo cenário externo, o que nos move está dentro de nós, a vontade, vontade não, certeza da vitória, a dedicação diária, o investimento muitas vezes em sacos furados, mas sabendo que certamente as sementes aparentemente desperdiçadas em sacos furados, vão cair na terra e ainda assim, algum dia brotarem e darem muitos frutos!