Mãos ao alto:
O cliente é como um ladrão!
1-
O cliente é que nem ladrão, você não sabe quando vem,
de onde vem, como vem, quando vem você não sabe o que vai levar e com quantos vem. Não sei se sou de fato o
criador desta frase, mas confesso que nunca havia ouvido ela, antes de
pronunciá-la, mas sendo o autor ou não, fato é que quando se trabalha com
vendas, sobretudo nós corretores, seja de imóveis, seguros ou planos de saúde,
estamos sempre a mercê do cliente, para nós não importa se é sábado, domingo,
feriado, dia de semana, manhã, tarde e até noite, pra nós o que importa não é
nem atender ao cliente e sim encantá-lo,
Nunca se sabe de onde
vemde forma que realizemos o sonho dele, enquadremos ele no que de fato
procura, o façamos viver aquilo que sonhou, idealizando a nós, criando relacionamento
com ele e sua família.
Nessa hora, na hora
de recebermos um cliente em nossa carteira, é que ele se parece com ladrão e
embora a comparação pareça um pouco pesada, pense em algumas coisas:
2-
Nunca se sabe quando vêm
3-
Nunca se sabe como, por intermédio de que ou quem vem
4-
Nunca se sabe o que vai levar
5-
Nunca se sabe quem mais vai trazer
1-
Quantas vezes estávamos em um plantão ou até mesmo em
casa, sem imaginar que poderíamos vender algo, fechar algum negocio, mas
inesperadamente, surge uma oportunidade, algo que alguns chamam de sorte,
outros chamam de predestinação, mas na verdade é bem semelhante a um assalto,
onde você esta em uma rua tranqüila, em um bairro que jamais ficaria em sinal
de alerta, se precaveria e surge, quase que ‘do nada” um assaltante, pego de
surpresa você sequer consegue reagir!
2-
De onde vem é
também um ponto desconhecido, pois todos os dias ouvimos historias de cliente
que vieram desde um despretensioso anuncio nestes sites gratuitos, até por
redes sócias. Eu mesmo já fiz negocio com um cliente que me chamou em uma rede
social na sexta, no domingo fechou negocio, o que prova claramente que não
sabemos de onde vem o cliente, aquela sensação de estar parado no sinal, olhar
para ambos os lados, no retrovisor e nada, a rua deserta, mas ao virar o rosto
e voltar, já vê alguém do lado do seu vidro, lhe “mandando” baixá-lo.
3-
Como eles vêm se assemelha muito com o fato de onde
vem, mas como vem não sabemos pelo fato de clientes virem por intermédio de
parentes, amigos e alguns que nem sabemos como os captamos, aquela sensação que
uma pessoa tem ao chegar em casa e ver que alguém entrou em sua residência,
mesmo com tudo trancado e todos os dispositivos de seguranças em perfeito
estado e funcionando, uma breve olhada em volta e a pergunta: como?
4-
Quando, de onde, como vem, não se sabe, imagina saber o
que vão levar? Não temos a menor idéia, quem nunca começou um atendimento
ofertando um determinado produto, plano, imóvel, contrato e acabou fechando
algo totalmente diferente? Se tratando de imóveis, você começa um atendimento
sobre um produto na zona norte e acaba fechando um na zona oeste, começa o
atendimento na zona oeste e fecha na zona sul, eu particularmente já comecei um
atendimento na zona oeste e terminei fechando um empreendimento na zona sul,
mas zona sul de São Paulo, é como a experiência de estar em um local tranqüilo,
com diversas pessoas a volta e derrepente alguém se levanta e exclama: fui
assaltado! Só a pessoa foi assaltada, ou todos serem assaltados e só uma pessoa
não!
5-
Dia após dia vemos casos de assaltos em nossa cidade e
na maioria dos casos o assaltante não esta sozinho, é como um cliente que após
receber um bom atendimento e fechar negocio, pede para ir novamente ao
empreendimento, levar a tia, prima, cunhado, irmão, filho, etc. nunca sabemos
se está sozinho ou se vai trazer mais alguém, o atendimento a um cliente pode
não ser um fim em si mesmo.
O cliente é como um ladrão,
porém, neste caso o melhor modo de nos protegermos é nos qualificando mais, buscando
mais recursos, mais ferramentas e mais produtos à mão, já que este é um ladrão
que queremos que leve tudo de nós e o mais importante que podemos “perder” ou a
palavra certa seria compartilhar, com o cliente, é informação, afinal já diz o
ditado: quem tem informação, tem poder!” E quanto mais poder, mais
assertividade, mais força no fechamento de uma venda, certeza de que está
entregando o produto certo, na medida certa, com a bonificação não apenas para
você, mas para o cliente, certeza de enquadramento em todos os aspectos, o que
lhe dará a oportunidade de coordenar suas ações e reações, reagindo bem para
que este que na verdade não vem lhe roubar, mas sim lhe comprar informação e
realização, possa manifestar que não está só, trazendo outros para lhe “render”
e levar mais coisas, as coisas certas para cada um, pois neste caso seria uma
sensação de frustração vivermos aquela experiência que muitos já passaram do
ladrão vir, anunciar o assalto, render a pessoa e levar alguma coisa de um dos
bolsos, mas o maior valor, a grande quantia ou objeto maior, estar do outro
lado.
Portanto vamos estar prontos para
qualquer dia, hora e local, com a mentalidade de que não existe plantão ruim,
não existe cliente chato ou sem recurso, ele pode parecer desarmado, mas ter
“parceiros”, estar com a arma escondida.
Vamos estar, principalmente,
preparados, em um cenário em que só se fala de crise, onde tudo parece ruim,
ainda há locais a serem explorados, ainda há ferramentas a serem adquiridas,
ainda há mais que uma saída, há uma entrada, entrada á realização, entrada a um
método ainda não explorado, entrada ao seu e meu sucesso.
Ainda há riscos maiores a se
correr, pois o lucro é proporcional ao risco, se estamos correndo pouco risco,
estamos buscando pouco lucro e neste caso, se tratando de Rio de Janeiro, todo
local é perigoso, todo local pode surpreender, todo local pode ser escuro e
deserto, onde muitos não estão vendo ninguém, pode surgir um, dois, três, até
uma “gangue” inteira e assim, cada vez mais corremos risco, o risco de vender,
o risco de vender a mais de um, o risco de fechar um andar inteiro, basta que
estejamos preparados e dispostos a entender que a cidade é maravilhosa sim,
mesmo quando não dá para ir a praia, mesmo quando parece que o sol não vai mais
voltar a brilhar, mesmo que alguns insistam em dizer para sair disso, mesmo que
nada ao nosso redor pareça um ponto turístico e as contas insistam em chegar,
nós mudaremos as rotas, trocaremos os caminhos, exploraremos até os becos e
vielas da venda, mas com toda certeza, encontraremos algo ou algo nos
encontrará, pois a oportunidade sempre se encontra com a preparação!
Boas vendas!
Luciano Pierre Santos
