sábado, 12 de agosto de 2023

TODO MUNDO TÁ FELIZ?

 

Estes dia assisti o documentário da Xuxa, sua vida, sua obra, seu legado, além de muito bem produzido, pelo jornalista Pedro Bial, é bem verdadeiro, sem cortes, conta sua história, expondo suas qualidades, defeitos, erros e acertos, alguns pela imaturidade peculiar da idade, outros por pressão da emissora, diretora, amigos e todo peso que a fama demasiada traz! Dentre muitas informações e é claro o capítulo ou a passagem em que ela se encontra com sua antiga diretora, Marlene Mattos, algumas coisas me fizeram refletir e me lembro que ao ouvir a simples chamada na TV, dizendo que iria começar o Xou da Xuxa, eu já me ajeitava no sofá, parava tudo que estivesse fazendo e prestava atenção. Logo que a nave se abria, era um frisson só, parecia que todos os nossos sonhos iriam se realizar, dali saía magia, esperança, alegria, felicidade, sonhos e desejos explodindo pela tela, rasgando nossos corações, éramos um misto de felicidade, ansiedade pelas brincadeiras e desenhos, ouvidos atentos as músicas, parecíamos querer entrar tela a dentro para estar ali, dar as mãos às Paquitas, correr com o Praga, apertar as seis mãos do Dengue, ver He-Man, She-Ra, Caverna do dragão, Rambo, Os caças-fantasmas, Thundercats, Transformes, Tartarugas Ninjas, entre outros desenhos.

Ao som de musicas como Tindolelê, nossas manhãs eram alegres e esperançosas, como costumo dizer, não tínhamos um boleto para pagar, o problema a ser resolvido era conseguir se arrumar para a escola, sem perder o desenho e é aí que comecei a pensar, vendo o documentário, vendo a frase em que Marlene diz: “Usava você para fazer outras de marionetes!”

Nos éramos marionetes felizes, que tínhamos vontade de dançar e se a música parasse, imediatamente estávamos prontos para pedir BIS, mas o fato é que crescemos e junto com a idade, chegaram os boletos, as responsabilidades, as consequências dos erros que vai além de se deixar ser pego no pique-esconde, a de burlar a salada mista para dar um selinho na menina bonita da rua, as consequências são inúmeras e de diversos tamanhos, nos tornamos uma sociedade carente, emergente, reticente, sorridente mas com almas chorosas, que extravasa no show e chora no chão, está em extasi numa noite e depressivo na outra, com diversos planos em um dia e diversas crises no outro, com recursos que compram pessoas, mas não pagam pela felicidade e realização pessoal.

Todo mundo está feliz, todo mundo quer mesmo dançar? Pois muitas vezes se pede bis de mais uma dose, de mais uma cama, de mais uma noitada, de mais uma rodada de drogas, para esquecer que as naves que se abrem hoje, não trazem mais a menina loirinha, inocente e sorridente que víamos a uns anos atras, quando as naves se abrem, muitas vezes, só há cobranças, pressões, decepções, abandonos, desilusões, frustrações, mostrando que chegou a hora de crescer, que não as palmas que se batem são para malucos dançarem, os gritos, muitas vezes, são mais na alma do que nas gargantas e a falta de energia é evidente no primeiro desafio!

O que precisamos ver, é mais que um Tindolelê, que o Nheco-nheco, o chique chique e o balancê, queremos ver quem é capaz de levantar e sair da multidão, para ser quem precisa ser, para de fato crescer, não se tornar um bebê de 30, 40 ou 50 anos, mas ser capaz de dirigir sua própria história, programando todos os dias fazer o melhor, descer da nave dos sonhos e pisar na terra das realizações, do controle das emoções, das razões e conduzir a vida como o mais belo desenho, que termina com um final mais que feliz,  aí sim poderá levantar as mãos e passar esta bela energia a um, dois, três ou mais, até quem sabe, a uma multidão!


domingo, 18 de junho de 2023




ESVAZIEM O ALTAR…


Quando eu era pequeno, me lembro de ir a igreja, aquelas bem tradicionais e me sentar no primeiro banco, não sentava ali por que gostava ou queria ver o culto mais de perto, sentava porque meus pais me obrigavam, já que estavam no coral e eu ficaria sozinho lá na congregação.


Quando chegava o momento da palavra, eu via aqueles homens enormes, engravatados, surgirem na minha frente e eu com olhar fixo, dividindo entre meus pais sentados no altar atrás deles, no coral e eles, eu baixava rapidamente a cabeça, tornando a continuar meus desenhos, que fazia em uma pequena folha de papel em branco, deixada comigo.

A verdade é que estes homens passavam um ar de autoridade, profundo conhecedores da palavra, maridos de uma só mulher, muitos ex profissionais de bancos, escolas ou outras empresas, tinham formações, extremo carisma, estavam sempre a porta da congregação, apertando as Maos dos que saiam, durante a semana sempre nas casas, acolhendo órfãos, viuvas, enfermos, muitos levavam a ceia aos hospitais, para que membros enfermos pudessem tomar ceia, ali faziam, também, confissões de fé, batismos, aconselhamentos, reconciliações e tudo mais.


Quando olhamos para a bíblia, o que vemos, nada mais é que a postura correta de um sacerdote ou simplesmente daqueles que ensinam no altar, se voltarmos um pouco mais e começarmos do início, vemos que Adão não tinha um altar físico, mas penso que havia um local específico, pois havia uma hora, em que se encontrava com Deus todos os dias. Abel constrói um altar para oferecer seu sacrifício, de forma que Caim também o faz, a questão não foi não haver um altar, não haver um sacrifício, a questão foi não oferecer o melhor e Deus continua seguindo o mesmo padrão, os sacerdotes, os profetas, os levitas, os reis que o serviram, todos estavam envolvidos em um mesmo propósito, de servi-lo com o seu melhor e de forma integral, sendo tudo que faz, tudo que fala, a forma que age, tudo manifestar e proclamar a Sua glória.


Os anos se passaram, crescemos, nos tornamos músicos, tendo passado por diversos altares, plataformas, palcos, queria chamar como preferir, percebo que a Bíblia, esta é a única que não passa, Deus é imutável, bem verdade que as coisas foram se modernizando, confesso que nem gosto de ficar no primeiro banco mais (risos), criamos diversas ferramentas, moldes, etc. Tudo de forma que o mesmo objetivo seja alcançado: proclamar o Reino de Deus e sua justiça, porém a questão não está em se usa ou não usa terno e gravata, se tem luzes ou não, se a cor da igreja nos agrada ou não, a questão é se o evangelho está sendo pregado e junto com isso, é se há o encontro diário com o Deus da palavra, se o local é marcado por este encontro e principalmente, se o que se oferece no altar é o melhor! O melhor para Ele, pois a modernidade e tecnologia trouxeram ferramentas incríveis, maior alcance, maior nitidez em som e imagem, maior clareza e muito mais conforto em se pregar e ouvir a palavra, o que não se pode perder é a essência e principalmente a certeza de que o que se está no altar é Abel e não Caim, pois oferecer sacrifício, ambos ofereceram e o Problema não é se passamos por dificuldades, se estamos aprendendo ou simplesmente somos inexperientes na função que nos está sendo proposta, o problema é que mesmo sabendo de tudo isto, vai e oferece o sacrifício. Deus não rejeitou nenhum homem que errou na Bíblia, pelo contrário, Ele os alertou e mostrou como deveria ser feito, Ele diz a Caim que se ele fizer o que é bom, será aceito, sua cabeça será erguida, mas se não fizer, o pecado irá bater a sua porta. Vemos um Deus misericordioso e disposto a dar uma segunda chance a todos, nosso problema é que queremos a todo custo ser aceitos de qualquer jeito, tocamos mal, pregamos mal, falamos mal, vivemos mal estudamos pouco ou simplesmente não temos a vivencia e experiencia necessária para fazer algo, mas ainda assim, miramos o altar, o altar é lugar de sacrifício, lugar de morte, porém muitos que sobem ao altar, estão completamente vivos, ao ponto de terem a mesma atitude de Caim, que logo após sacrificar e perceber que Deus não recebeu, fica irritado e pior quando sua indignação deveria ser com ele mesmo, ele volta sua ira para o irmão, consequentemente para Deus e é aí que o pecado entra!


o Altar não é lugar para homens vivos, muito menos para oferecermos o que queremos, como queremos e no tempo que queremos, o altar é este lugar, onde se deixa tudo de melhor, seja em que área for que vamos servir, temos de deixar nosso melhor, mas só deixa o melhor quem já morreu, que sabe que se não for pela vida do Espírito, nada pode fazer. Temos vivido dias em que devemos esvaziar o altar, devemos esperar Ele mostrar quem e como deve ser feito, pois enchemos o altar demais, temos de tudo, desde homens com diversos casamentos, sem os filhos, sem esposas, sem caráter, sem a qualificação necessária, coach, detentores das fórmulas de crescimento, glutões, beberrões até imaturos e despreparados, porque toleramos que seja feito de qualquer forma e mais, toleramos que seja feito fora do tempo, em função de uma demanda ou de um desejo pessoal. Eu me lembro de amiguinhos meus naquela época, que por alguma razão e criança sempre faz isso, levantavam e saiam correndo pela igreja, o pastor logo olhava e disparava no microfone; Quem é o pai desta criança? Por favor, segure seu filho!


Parece duro e nem defendo denominação A ou B, o fato é que havia um ambiente de respeito e busca por ouvir a palavra de Deus, mas a modernidade nos levou a aceitar todo tipo de homens e até todo tipo de "cultos", seja ele dos atletas, dos empresários, da cantora, dos isso e aquilo, esquecendo o principal, que o culto é do Senhor, pois tudo vem Dele e tudo deve voltar  para Ele!


SIM! ESVAZIEM O ALTAR e assim teremos menos homens sobre eles e mais Deus, menos performances e mais presença, talvez menos luzes e mais brilho da glória de Deus, teremos o sacrifício que Ele quer receber, não o que minhas emoções e razões querem dar, assim, se fizermos o que é bom, Ele aceitará e trará a alegria aos corações, livrando muitos dos que sobem ao altar hoje de seus próprios julgamentos, preocupações e acusações de saber se foram aceitos ou não, até mesmo de pecados, pois todo homem experimentado e centrado, que oferece seu sacrifício no tempo e na forma correta, ele o faz em santidade, com alegria e para ele independente se vai estar no altar ou no último banco, sempre será uma alegria quando o disserem: Vamos a casa do Senhor!

terça-feira, 18 de junho de 2019

SEJA PROFUNDO NA CRISE!

ESTAMOS EM TEMPOS DE CRISE E SÓ DE FALAR ESTA PALAVRA JÁ NOS DÁ ARREPIO, JÁ PENSAMOS NESSE OU NAQUELE ESCÂNDALO E PIOR, IMAGINAMOS QUAL SERÁ O PRÓXIMO, A CRISE PEGA DIVERSAS CAMADAS, ELA PARECE QUE COMEÇA A ESCORRER PELOS DEGRAUS DOS PALÁCIOS DO GOVERNO, DE DEGRAU EM DEGRAU DAS CAMADAS SOCIAIS, VAI ATINGINDO E LEVANDO EMBORA MUITOS SONHOS, ESPERANÇAS E PRINCIPALMENTE OPORTUNIDADES, MAS EM TEMPOS DE CRISE É PRECISO REPENSAR AS AÇÕES, POIS A MAIORIA DE NÓS COMEÇA PELAS AÇÕES, SEM SEQUER PARAR PARA PENSAR E COMO JÁ DIZ O DITADO: QUANDO NÃO SE ESTÁ ENXERGANDO, QUALQUER PASSO PODE SER PARA O ABISMO. A CRISE TEM O PODER DE NOS CEGAR, ENTRAMOS PELOS CORREDORES GRITANDO PARA CORTAR GASTOS, REDUZIR ISTO, REDUZIR AQUILO, PARAR COM CERTAS COISAS, FAZER MENOS, PRODUZIR MENOS, ESTOCAR MENOS, TUDO MENOS, NA EMPRESA, EM CASA NÃO É DIFERENTE, QUEREMOS REDUZIR O PACOTE DA TV, DA INTERNET, CORTAR EXPLICADORA E MOMENTOS DE LAZER COM CUSTOS.
TUDO ISSO É ABSOLUTAMENTE ACEITÁVEL, SE PENSARMOS QUE CRISE É CRISE, ELA NÃO NEGOCIA, NÃO AVISA COM MUITA ANTECEDÊNCIA, MUITO MENOS, ESPERA QUE TODOS ESTEJAM EM SITUAÇÕES CONFORTÁVEIS PARA VIR, ELA VEM E PRONTO, MAS PENSAR EM AGIR ANTES DE PENSAR, É COMO ATIRAR SEM MIRAR...
ENTÃO VAMOS PENSAR, POIS MUITAS DAS MAIORES INVENÇÕES E SOLUÇÕES PARA O MUNDO VIERAM EM MOMENTOS DE CRISE, NÃO SE ACHA OURO EM MEIO A BELAS PAISAGENS E SIM NO MEIO DA LAMA E SE ESTAMOS EM UM MAR DER LAMA CHAMADA CRISE, BUSQUEMOS O OURO QUE PODE ESTAR EMBAIXO DELA.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

EU NÃO VENDI PORQUE?

Quantos de nós corretores, ao passar um mês sem vender, se fez ou faz esta pergunta? se fossemos buscar uma estatística, dá para crer que quase todo corretor já se fez esta pergunta, seja de forma externa ou aTté mesmo quando deita sua cabeça no travesseiro e olha para o teto.
Eu costumo levar em consideração tudo que está a volta, clientes captados, forma de abordagem, conhecimento do produto apresentado, assiduidade nos plantões, ligações, e-mails, anúncios, tudo se deve considerar, mas será que é apenas do ambiente externo que depende uma venda? Claro que se está mais dois ou três meses sem vender, a tensão é outra, a forma de se ver um cliente ou produto também pode ser influenciada, o que vai desabar no atentamento, podendo comprometer ou não. Costumo dizer que vendedor sem vender a muito tempo, é igual atacante sem marcar gol por longo período, quando a bola chega ele não está com a calma necessária que se deve ter dentro da área.
Olhando para a não venda e após analisarmos todos estes pontos que citei acima, precisamos analisar o mais importante, o interior, pois se eu não vendi e fiz tudo certo, qual é o problema, é bem verdade que podemos ter negligenciado alguns pontos profissionais e assim ter deixado alguns clientes escorrerem dentre os dedos, mas quando o caso não é este, é hora de olhar para dentro de nós e nesta hora só pensamento positivo, equilíbrio, meditação ou qualquer outra coisa, pode parecer pouco, mas a verdade é que creio que a venda acontece de dentro pra fora, com um espirito aguerrido, uma boa cabeça e um corpo que toma as atitudes pensadas, tornando as coisas mais fáceis.
E aí surge a pergunta: e se mesmo assim eu não vender? Se mesmo assim não vendermos, a falta nos será mais leve, pois sabemos que estamos em um caminho reto, não tomamos atalhos, não paramos, não voltamos atras e quem segue firme no caminho só tem um lugar a chegar, a linha de chegada, quanto mais passos damos a frente, mais encurtamos a distancia e o tempo da chegada, quanto mais prosseguirmos, prosseguirmos de forma correta e eficaz em direção a venda, mesmo que ela não aconteça este mês, a certeza que se fica é que ela acontecera e no nosso caso, em que trabalhamos com comissões que vão desde aquelas que apenas pagam nossas contas de agora, como aquelas que podem resolver nosso ano, o sabor e a vontade dessa linha de chegada se torna mais instigante, já que não apenas seremos primeiro lugar, mas sim receberemos uma medalha de campeão do mês, quem sabe dos meses ou até do não, todo corredor ou time após ganhar uma corrida ou campeonato, já começa a treinar para o próximo, pois ele sabe que é campeão hoje, amanhã não mais, imagina nós corretores caminhando desta mesma forma, sabendo que hoje fomos rebaixados, ams amanhã podemos estar de volta na primeira divisão e melhor, podemos já subir campeoes, campeos por hoje, por ontem e por amanhã, o que jamais nos fará parar é a falta de venda ou o excesso dela, pois não é porque não vendemos este mês que vamos desistir ou porque recebemos uma boa comissão, que ela durará para sempre, o que nos move não será os clientes perdidos, os compradores, desistentes ou todo cenário externo, o que nos move está dentro de nós, a vontade, vontade não, certeza da vitória, a dedicação diária, o investimento muitas vezes em sacos furados, mas sabendo que certamente as sementes aparentemente desperdiçadas em sacos furados, vão cair na terra e ainda assim, algum dia brotarem e darem muitos frutos!

terça-feira, 9 de agosto de 2016

QUE SE ABRAM AS JAULAS...

Abra suas asas, solte suas feras... esse é o trecho de uma musica antiga, porém muito conhecida, que reflete bem o povo Brasileiro, povo que sonha, que voa alto, que briga, não desiste e principalmente, adora uma gandaia. Em dias de jogos olímpicos, competições de todos os tipos e gostos, creio que o que estamos precisando é exatamente isso, abrir as asas e soltar as feras, pois nada vem fácil, imagine se ouro virá? O problema começa quando as jaulas se abrem e não temos feras nenhuma, o que temos e vemos a cada dia é uma geração sem consistência, que não cresceu por dentro, não afiou suas garras e muito menos seus dentes, uma geração que sempre teve tudo na mão, aliás, cada um tem seu stafe, que critica liderança, incentiva seus pais a fazerem seus "por fora", pensam que o dinheiro compra tudo, quando na verdade, até uma certa felicidade eles conseguem, o que não compram é caráter, dignidade, senso crítico, vontade, personalidade e seriedade, porque muitos da juventude pós-moderna, são muito bons em selfies, joguinhos, aparições em propagandas e programas de tvs, grudados em outras celebridades. Esperamos do esporte porque sabemos que ele pode ser a resposta para muita coisa, pois um político pode impedir que a rua seja asfaltada e a merenda chegue nas escolas, mas jamais poderá tirar a bola dos pés de um garoto da comunidade, o treinamento dado de forma gratuita por um profissional disposto a se doar, podemos não ter muitas coisas, mas todas elas se tornam secundarias quando temos o principal, matéria prima, pois o que adianta países de primeiro mundo terem muito recursos e poucas comunidades? É, isso mesmo, as comunidades podem não ser o melhor dos mundos, mas com certeza é onde estão as feras. Muitos dos nossos maiores esportistas vieram de comunidades e chegaram onde muitos nascidos em berços esplendidos não chegaram.
Quando nossa judoca Flávia cometeu um erro, disseram que ela deveria ficar na jaula, não competir, parar de lutar e foi o que de fato ela pensou, mas se tivesse feito isso, como veríamos o brilho do ouro, como se faria presente nossa bandeira no lugar mais alto? a verdade é que ela não desistiu e se torna hoje um incentivo a todos nós, pois as nossas jaulas deveria estar mais abertas, para que feras, feras que vencem preconceito, falta de estrutura, saneamento básico, trafico de drogas, falta de recursos e todo tipo de problema encontrados em comunidades. Deveríamos olhar mais para as jaulas e menos para as grande prateleiras da sociedade, que têm nos oferecido esportistas sem garra, sem gana, se sal, afinal, quem já venceu na vida, entrar num campo, ringue, quadra, pista, piscina ou arena que for, certamente não se limitara a fazer o básico, não se incomodara com vaias, jamais se dará por vencido e certamente não se corromperá com os holofotes e o retorno dado por ter conseguido aparecer no horário nobre. Estas pessoas já eram nobres antes do horário, estas pessoas não lutam nas arenas, lutam pra sobreviver, jogam um jogo tão perigoso, que uma bala perdida pode dar game over para sempre, mas mesmo assim, ainda são capazes de continuar, abraçar, lutar, vencer e sorrir, sendo seu maior título, não a medalha, mas sim o exemplo para outros filhotinhos que estão lá lutando, crescendo, se afiando, até que um dia possam abrir suas asas e alguém abrir suas jaulas!!!                                                  

terça-feira, 19 de abril de 2016

POR AQUI OU POR ALI?!

Se pulasse desta janela agora, cairia no mar? É obvio que não, porém estamos vivendo dias em que tudo deve ser rápido e 'favorável", mas assim como morar em frente ao mar não nos garante pular da janela e cair no mar, pois há um caminho a ser percorrido e por mais que pareça ser uma linha rápida e reta, ir da janela ao mar, este é sem dúvida um caminho de morte, pois o abismo que separa a janela do mar é intransponível, o que não significa que não podemos chegar ao mar, há um caminho que percorrido trará como premio o estar no lugar onde se viu!

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

MÃOS AO ALTO: O cliente é como o ladrão!

Mãos ao alto:
O cliente é como um ladrão!

1-     O cliente é que nem ladrão, você não sabe quando vem, de onde vem, como vem, quando vem você não sabe o que vai levar  e com quantos vem. Não sei se sou de fato o criador desta frase, mas confesso que nunca havia ouvido ela, antes de pronunciá-la, mas sendo o autor ou não, fato é que quando se trabalha com vendas, sobretudo nós corretores, seja de imóveis, seguros ou planos de saúde, estamos sempre a mercê do cliente, para nós não importa se é sábado, domingo, feriado, dia de semana, manhã, tarde e até noite, pra nós o que importa não é nem atender ao cliente e sim encantá-lo,
Nunca se sabe de onde vemde forma que realizemos o sonho dele, enquadremos ele no que de fato procura, o façamos viver aquilo que sonhou, idealizando a nós, criando relacionamento com ele e sua família.
Nessa hora, na hora de recebermos um cliente em nossa carteira, é que ele se parece com ladrão e embora a comparação pareça um pouco pesada, pense em algumas coisas:
2-     Nunca se sabe quando vêm
3-     Nunca se sabe como, por intermédio de que ou quem vem
4-     Nunca se sabe o que vai levar
5-     Nunca se sabe quem mais vai trazer

1-     Quantas vezes estávamos em um plantão ou até mesmo em casa, sem imaginar que poderíamos vender algo, fechar algum negocio, mas inesperadamente, surge uma oportunidade, algo que alguns chamam de sorte, outros chamam de predestinação, mas na verdade é bem semelhante a um assalto, onde você esta em uma rua tranqüila, em um bairro que jamais ficaria em sinal de alerta, se precaveria e surge, quase que ‘do nada” um assaltante, pego de surpresa você sequer consegue reagir!
2-      De onde vem é também um ponto desconhecido, pois todos os dias ouvimos historias de cliente que vieram desde um despretensioso anuncio nestes sites gratuitos, até por redes sócias. Eu mesmo já fiz negocio com um cliente que me chamou em uma rede social na sexta, no domingo fechou negocio, o que prova claramente que não sabemos de onde vem o cliente, aquela sensação de estar parado no sinal, olhar para ambos os lados, no retrovisor e nada, a rua deserta, mas ao virar o rosto e voltar, já vê alguém do lado do seu vidro, lhe “mandando” baixá-lo.
3-     Como eles vêm se assemelha muito com o fato de onde vem, mas como vem não sabemos pelo fato de clientes virem por intermédio de parentes, amigos e alguns que nem sabemos como os captamos, aquela sensação que uma pessoa tem ao chegar em casa e ver que alguém entrou em sua residência, mesmo com tudo trancado e todos os dispositivos de seguranças em perfeito estado e funcionando, uma breve olhada em volta e a pergunta: como?
4-     Quando, de onde, como vem, não se sabe, imagina saber o que vão levar? Não temos a menor idéia, quem nunca começou um atendimento ofertando um determinado produto, plano, imóvel, contrato e acabou fechando algo totalmente diferente? Se tratando de imóveis, você começa um atendimento sobre um produto na zona norte e acaba fechando um na zona oeste, começa o atendimento na zona oeste e fecha na zona sul, eu particularmente já comecei um atendimento na zona oeste e terminei fechando um empreendimento na zona sul, mas zona sul de São Paulo, é como a experiência de estar em um local tranqüilo, com diversas pessoas a volta e derrepente alguém se levanta e exclama: fui assaltado! Só a pessoa foi assaltada, ou todos serem assaltados e só uma pessoa não!
5-     Dia após dia vemos casos de assaltos em nossa cidade e na maioria dos casos o assaltante não esta sozinho, é como um cliente que após receber um bom atendimento e fechar negocio, pede para ir novamente ao empreendimento, levar a tia, prima, cunhado, irmão, filho, etc. nunca sabemos se está sozinho ou se vai trazer mais alguém, o atendimento a um cliente pode não ser um fim em si mesmo.
O cliente é como um ladrão, porém, neste caso o melhor modo de nos protegermos é nos qualificando mais, buscando mais recursos, mais ferramentas e mais produtos à mão, já que este é um ladrão que queremos que leve tudo de nós e o mais importante que podemos “perder” ou a palavra certa seria compartilhar, com o cliente, é informação, afinal já diz o ditado: quem tem informação, tem poder!” E quanto mais poder, mais assertividade, mais força no fechamento de uma venda, certeza de que está entregando o produto certo, na medida certa, com a bonificação não apenas para você, mas para o cliente, certeza de enquadramento em todos os aspectos, o que lhe dará a oportunidade de coordenar suas ações e reações, reagindo bem para que este que na verdade não vem lhe roubar, mas sim lhe comprar informação e realização, possa manifestar que não está só, trazendo outros para lhe “render” e levar mais coisas, as coisas certas para cada um, pois neste caso seria uma sensação de frustração vivermos aquela experiência que muitos já passaram do ladrão vir, anunciar o assalto, render a pessoa e levar alguma coisa de um dos bolsos, mas o maior valor, a grande quantia ou objeto maior, estar do outro lado.
Portanto vamos estar prontos para qualquer dia, hora e local, com a mentalidade de que não existe plantão ruim, não existe cliente chato ou sem recurso, ele pode parecer desarmado, mas ter “parceiros”, estar com a arma escondida.
Vamos estar, principalmente, preparados, em um cenário em que só se fala de crise, onde tudo parece ruim, ainda há locais a serem explorados, ainda há ferramentas a serem adquiridas, ainda há mais que uma saída, há uma entrada, entrada á realização, entrada a um método ainda não explorado, entrada ao seu e meu sucesso.
Ainda há riscos maiores a se correr, pois o lucro é proporcional ao risco, se estamos correndo pouco risco, estamos buscando pouco lucro e neste caso, se tratando de Rio de Janeiro, todo local é perigoso, todo local pode surpreender, todo local pode ser escuro e deserto, onde muitos não estão vendo ninguém, pode surgir um, dois, três, até uma “gangue” inteira e assim, cada vez mais corremos risco, o risco de vender, o risco de vender a mais de um, o risco de fechar um andar inteiro, basta que estejamos preparados e dispostos a entender que a cidade é maravilhosa sim, mesmo quando não dá para ir a praia, mesmo quando parece que o sol não vai mais voltar a brilhar, mesmo que alguns insistam em dizer para sair disso, mesmo que nada ao nosso redor pareça um ponto turístico e as contas insistam em chegar, nós mudaremos as rotas, trocaremos os caminhos, exploraremos até os becos e vielas da venda, mas com toda certeza, encontraremos algo ou algo nos encontrará, pois a oportunidade sempre se encontra com a preparação!

Boas vendas!


Luciano Pierre Santos