Quando nossa judoca Flávia cometeu um erro, disseram que ela deveria ficar na jaula, não competir, parar de lutar e foi o que de fato ela pensou, mas se tivesse feito isso, como veríamos o brilho do ouro, como se faria presente nossa bandeira no lugar mais alto? a verdade é que ela não desistiu e se torna hoje um incentivo a todos nós, pois as nossas jaulas deveria estar mais abertas, para que feras, feras que vencem preconceito, falta de estrutura, saneamento básico, trafico de drogas, falta de recursos e todo tipo de problema encontrados em comunidades. Deveríamos olhar mais para as jaulas e menos para as grande prateleiras da sociedade, que têm nos oferecido esportistas sem garra, sem gana, se sal, afinal, quem já venceu na vida, entrar num campo, ringue, quadra, pista, piscina ou arena que for, certamente não se limitara a fazer o básico, não se incomodara com vaias, jamais se dará por vencido e certamente não se corromperá com os holofotes e o retorno dado por ter conseguido aparecer no horário nobre. Estas pessoas já eram nobres antes do horário, estas pessoas não lutam nas arenas, lutam pra sobreviver, jogam um jogo tão perigoso, que uma bala perdida pode dar game over para sempre, mas mesmo assim, ainda são capazes de continuar, abraçar, lutar, vencer e sorrir, sendo seu maior título, não a medalha, mas sim o exemplo para outros filhotinhos que estão lá lutando, crescendo, se afiando, até que um dia possam abrir suas asas e alguém abrir suas jaulas!!!
Ser corretor de imóveis é pular do avião sem paraquedas, é fazer sempre mais do que já se fez, é mexer com sonhos,com vidas e por mais duro ou cansativo que seja, o melhor ainda está por vir, pois um sonho pode ser exclusivo, pode não caber no nosso bolso e até levar algum tempo, mas ele irá se realizar e o que mais buscamos é a satisfação de realiza-los, tendo esta valor infinitamente maior que uma simples comissão, pois comissões se gasta, sonhos se multiplicam!
terça-feira, 9 de agosto de 2016
QUE SE ABRAM AS JAULAS...
Abra suas asas, solte suas feras... esse é o trecho de uma musica antiga, porém muito conhecida, que reflete bem o povo Brasileiro, povo que sonha, que voa alto, que briga, não desiste e principalmente, adora uma gandaia. Em dias de jogos olímpicos, competições de todos os tipos e gostos, creio que o que estamos precisando é exatamente isso, abrir as asas e soltar as feras, pois nada vem fácil, imagine se ouro virá? O problema começa quando as jaulas se abrem e não temos feras nenhuma, o que temos e vemos a cada dia é uma geração sem consistência, que não cresceu por dentro, não afiou suas garras e muito menos seus dentes, uma geração que sempre teve tudo na mão, aliás, cada um tem seu stafe, que critica liderança, incentiva seus pais a fazerem seus "por fora", pensam que o dinheiro compra tudo, quando na verdade, até uma certa felicidade eles conseguem, o que não compram é caráter, dignidade, senso crítico, vontade, personalidade e seriedade, porque muitos da juventude pós-moderna, são muito bons em selfies, joguinhos, aparições em propagandas e programas de tvs, grudados em outras celebridades. Esperamos do esporte porque sabemos que ele pode ser a resposta para muita coisa, pois um político pode impedir que a rua seja asfaltada e a merenda chegue nas escolas, mas jamais poderá tirar a bola dos pés de um garoto da comunidade, o treinamento dado de forma gratuita por um profissional disposto a se doar, podemos não ter muitas coisas, mas todas elas se tornam secundarias quando temos o principal, matéria prima, pois o que adianta países de primeiro mundo terem muito recursos e poucas comunidades? É, isso mesmo, as comunidades podem não ser o melhor dos mundos, mas com certeza é onde estão as feras. Muitos dos nossos maiores esportistas vieram de comunidades e chegaram onde muitos nascidos em berços esplendidos não chegaram.
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